Reflexões sobre a economia verde e o powershoring

Como liderar a agenda de sustentabilidade? Há muito que crescimento econômico elevado é objetivo de política econômica na América Latina e Caribe (ALC). Mas o PIB per capita da região cresceu um modesto 0,9% ao ano em média no período de 1980 a 2021, com desvio padrão de 2,6%. Ou seja, temos experimentado a indesejável combinação de crescimento baixo com volatilidade alta, o que limita as possibilidades de melhoria da qualidade de vida. Para romper com esse suposto destino, será preciso, dentre outros, promover atividades econômicas que a região tenha vantagem comparativa e competitiva e que gerem muitos empregos de qualidade. Uma dessas apostas é a agenda de sustentabilidade, mas desde uma perspectiva que vá além da adaptação e mitigação. Afinal, a ALC pode ousar em razão de sua inigualável riqueza natural e biológica. No entanto, toda essa riqueza tem sido pouco aproveitada como plataforma de promoção do desenvolvimento. Como avançar? Dentre os caminhos mais promissores estão o desenvolvimento científico e tecnológico, inovações e novos modelos de negócio associados à sustentabilidade e as chamadas finanças sustentáveis.

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CAF Banco de Desenvolvimento da América Latina e Caribe